AGRISHOW
construcao-inovadora-2024-rede-brasil-inovacao-esg-ia-cbic-sinduscon-acomac-materiais-industria-feira-construsul-bc-balneario-camboriu-2
innovation-trends-2024-ecosystem-corporates-startups-hubs-government-investors-brazil-germany-hannover-messe-energy-carbon-aldo-rosa-ceo-7

Brasil pode impulsionar desenvolvimento de empresas francesas, diz presidente da CNI

Brasil pode impulsionar desenvolvimento de empresas francesas, diz presidente da CNI

Brasil pode impulsionar desenvolvimento de empresas francesas, diz presidente da CNI

Ao abrir o Fórum Econômico Brasil-França, na FIESP, Ricardo Alban convidou o setor produtivo francês a ampliar investimentos no Brasil e reforçou a posição privilegiada do país em relação à economia verde

As oportunidades e os desafios das relações econômicas entre Brasil e França foram foco do encontro entre representantes dos governos dos dois países e pelos respectivos setores empresariais das economias, nesta quarta-feira (27). O debate ocorreu no Fórum Econômico Brasil-França, realizado na Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com a participação de uma delegação de 80 empresários franceses. O presidente francês Emmanuel Macron esteve presente no encerramento do fórum, organizado por uma parceria entre a Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), a FIESP e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente da CNI, Ricardo Alban, abriu o evento reforçando o apoio ao investimento de empresas francesas no Brasil e destacando a posição privilegiada do país em relação a agendas como a da transição energética. Para Alban, além de fortalecer os vínculos entre os países, as economias podem encontrar caminhos conjuntos para demandas globais, como a promoção de uma economia de baixo carbono e o aumento da competitividade das indústrias.

“A dinâmica das nossas relações econômicas se baseia tanto no comércio quanto no investimento. Para as empresas francesas, o Brasil pode ser muito mais do que um simples mercado, pode ser parte da estratégia de desenvolvimento global dos negócios”, afirmou Alban.

De acordo com o presidente da CNI, o Brasil tem vantagens geográficas, recursos naturais abundantes e uma matriz energética diversificada que podem impulsionar a nova indústria. Com esses fatores, se torna possível construir um setor industrial mais forte, dinâmico e inovador, capaz de promover o desenvolvimento econômico e social e a criação de empregos de qualidade. “Neste contexto, é fundamental continuarmos aprimorando as relações comerciais e de investimento entre os nossos países”, analisou.

Acordo Mercosul-UE pode fortalecer a relação bilateral

Ricardo Alban reforçou, mais uma vez a confiança da indústria de que um instrumento que pode fortalecer estrategicamente as relações entre Brasil e França é o Acordo Mercosul-União Europeia.  “Reconhecemos alguns desafios que tanto o Brasil quanto a França enfrentam em relação ao tratado. Estamos confiantes de que, a longo prazo, os benefícios da integração das duas regiões vão superar as adversidades iniciais, proporcionando expressivos ganhos para Brasil e França e para os demais signatários do acordo”, disse o presidente da CNI.

Saiba mais sobre o o acordo entre Mercosul e União Europeia

Brasil é o principal mercado para os investimentos franceses em países emergentes

Ao reforçar a busca pela melhoria do ambiente de negócios e pela ampliação do fluxo de comércio e de investimentos bilaterais, o presidente da CNI lembrou que o Brasil é o principal mercado para os investimentos dos franceses em países emergentes. Atualmente, a França é o 5º investidor direto no país e tem mais de 1.150 subsidiárias de empresas estabelecidas em território brasileiro, que empregam 520 mil pessoas e faturam 61 bilhões de euros por ano.

Participação brasileira no mercado francês ainda é baixa

A França é o 15° parceiro comercial do Brasil, com 1,45% de participação no mercado. Em 2023, as exportações brasileiras para o país somaram USD 2.932 bilhões, e as exportações US$ 5.504. Nos últimos cinco anos, as exportações cresceram 11%, e as importações, 12%.

A participação brasileira no mercado francês ainda é baixa, de apenas 0,5%. Embora a pauta exportadora seja relativamente diversificada, há necessidade de buscar equilíbrio no comércio bilateral. Esse objetivo deve ser alcançado ampliando vendas de produtos de médio e alto valor agregado.

Para Alban, há espaço para equilibrar a balança comercial dos dois países. Enquanto a França é o 9º maior fornecedor do Brasil, país ocupa o 36º lugar na lista dos que exportam para a França.

Nova Indústria Brasília

O plano Nova Indústria Brasil, lançado pelo governo em janeiro deste ano, tem como objetivo reverter o cenário atual e impulsionar o setor industrial ao longo da próxima década. A nova política industrial coloca a inovação e a sustentabilidade no centro da estratégia de desenvolvimento econômico do país.

Com R$ 300 bilhões disponíveis para o financiamento de diversas ações, o pograma é guiado por missões e metas que se relacionam com as vantagens competitivas do país, como a biodiversidade, e buscam a revitalização da indústria em bases modernas, conectadas com os novos padrões globais.