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BYD lança pedra fundamental das fábricas na BA em área que era ocupada pela Ford

BYD lança pedra fundamental das fábricas na BA em área que era ocupada pela Ford

BYD lança pedra fundamental das fábricas na BA em área que era ocupada pela Ford; carros elétricos terão isenção do IPVA no estado. Unidades serão instaladas na Região Metropolitana de Salvador. Segundo governo, mais de 5 mil empregos diretos serão gerados. Projeto que dá benefícios a carros elétricos é enviado para Assembleia.

A montadora chinesa Build Your Dreams (BYD), maior produtora de carros elétricos do mundo, lançou a pedra fundamental das suas fábricas na Bahia, nesta segunda-feira (9).

O ato simbólico, que oficializa o acordo para construção das três unidades da empresa, ocorreu no local onde elas serão instaladas, no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, na área onde funcionava a fábrica da Ford, que encerrou as atividades em 2021.

De acordo com o governo, mais de cinco mil empregos diretos serão gerados pela BYD. A empresa investirá R$ 3 bilhões para instalar as três fábricas. A expectativa é iniciar a produção entre o fim de 2024 e o começo de 2025, com capacidade estimada de 150 mil veículos por ano, na primeira fase de implantação.

“Nós estamos vendo os investimentos possíveis da BYD para toda uma cadeia da produção automobilística, com a possibilidade de mais de cinco mil postos de emprego. Nós poderemos triplicar isso porque, com certeza, a cadeia dos postos de abastecimento, concessionárias, alimentação, saúde do trabalhador, toda ela será movimentada na Região Metropolitana de Salvador, em Camacari,” afirmou o governador.

Além do governador, o evento contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além dos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e das Comunicações, Juscelino Filho, do CEO Global da BYD, Wang Chuanfu, e da CEO BYD Américas, Stella Li.

Durante a cerimônia, o governador Jerônimo Rodrigues assinou um projeto de lei que será enviado para votação na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), garantindo que os carros elétricos produzidos na Bahia, com valor de até R$ 300 mil, ficarão isentos do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA).

Para veículos acima desse valor, será fixado o percentual de R$ 2,5% para o IPVA, semelhante ao aplicado aos demais automóveis. A medida não se restringe aos veículos da montadora chinesa, aplicando-se a qualquer automóvel elétrico, representando um estímulo significativo para a indústria de veículos sustentáveis.

A montadora produzirá chassis de ônibus, caminhões elétricos, veículos de passeio elétricos e híbridos, além de processar lítio e ferro fosfato. Segundo a empresa e o governo da Bahia, a produção nacional desses automóveis vai permitir preços mais competitivos.

Unidade 1: exclusiva para a produção de caminhões elétricos e chassis para ônibus.

Unidade 2: dedicada à produção de automóveis híbridos e elétricos.

Unidade 3: voltada para o processamento insumos, como lítio e ferro fosfato, que serão exportados para o mercado externo.

Além da geração de empregos, a BYD fará treinamento e capacitação de mão de obra especializada, com prioridade para baianos. Esses profissionais formados serão aproveitados nas fábricas.

A empresa anunciou que dará prioridade a fornecedores locais. Também será instalado um centro de pesquisa e desenvolvimento em Salvador. Um dos principais objetivos será desenvolver tecnologia de um motor híbrido flex, para combinar o etanol com o motor elétrico.

Como contrapartida à instalação das fábricas, o Governo da Bahia vai conceder incentivos fiscais à BYD até 31 de dezembro de 2032, conforme com a legislação tributária estadual.

Viaturas e carros oficiais

Na entrada do local do evento, um veículo da BYD customizado como viatura da Polícia Militar baiana chamou atenção. Questionando sobre a possibilidade de uma futura frota elétrica, o governador admitiu a possibilidade e defendeu que os governos tenham estímulos para uma frota do tipo.

“Mais adiante nós também trocaremos parte de frotas, ou de viaturas, ou de ambulâncias, ou de próprios carros locados, porque possa haver o estímulo de que os governos, federal, estadual e municipal, possam também adquirir os carros elétricos”, defendeu Jerônimo.

As fábricas serão distribuídas entre produção de peças, veículos e insumos. A primeira unidade será exclusiva para a produção de caminhões elétricos e chassis para ônibus. Segundo o Governo da Bahia, esses veículos poderão abastecer o mercado das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

A segunda fábrica será dedicada à produção de automóveis híbridos e elétricos. Essa unidade terá capacidade de produzir 150 mil unidades de automóveis por ano. Há ainda a expectativa de ampliação desta segunda fábrica, para que ela chegue a produzir 300 mil unidades por ano.

Sete modelos que serão produzidos na Bahia foram expostos no Farol da Barra, em julho, sendo um utilitário, o eT3, uma espécie de minivan, e outros seis carros: Dolphin, Han, D1, Song, Yuan e o Tan. O modelo mais barato é o Dolphin, que custa R$ 149.800 e já tem mil unidades vendidas.

Já a terceira fábrica, será voltada para o processamento insumos, como lítio e ferro fosfato, que serão exportados para o mercado externo, por meio da estrutura portuária da Região Metropolitana de Salvador.

Expansão da fábrica da Bridgestone

Além do lançamento das fábricas da BYD, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador Jerônimo Rodrigues e as comitivas do governo federal e estadual também participaram de uma cerimônia que marcou o início da expansão da fábrica Bridgestone em Camaçari. Segundo o governo do estado, a expansão vai gerar 400 novos empregos na fábrica.

A planta teve um investimento de quase R$ 1 bilhão, anunciado entre 2021 e 2022. A previsão é de que o projeto esteja totalmente concluído no fim de 2024. De acordo com Vicente Marino, esta obra vai proporcionar um aumento na capacidade de produção anual da unidade em 1,5 milhões de pneus.

“Para nós, é um imenso prazer poder celebrar este investimento de R$ 1 bilhão que estamos fechando hoje. Começamos em 2007, com uma produção de cerca de oito mil pneus e hoje estamos praticamente dobrando, em menos de 15 anos, a nossa presença. Isso é só parte da jornada, porque queremos chegar a mais”, diz o presidente da Bridgestone para a América do Sul, Vicente Marino.

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