Mais de 4,6 mil pessoas na 1ª edição do SESI Lab Itinerante, em Joinville (SC)

Mais de 4,6 mil pessoas na 1ª edição do SESI Lab Itinerante, em Joinville (SC)

O SESI Lab pegou a estrada rumo à região Sul do país e, em apenas quatro dias, atraiu mais de 4,6 mil pessoas de todas as idades para conhecer o mundo fantástico da interatividade e das oficinas maker. A primeira parada do projeto SESI Lab Itinerante foi em Joinville, em Santa Catarina, durante o Torneio SESI de Robótica, de 10 a 14 de novembro. 

A estreia da itinerância foi prestigiada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, que destacou a importância de abordar o conceito STEAM (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Meio Ambiente) e o impacto da educação não formal para o rendimento escolar.

“A escolha de Santa Catarina para a estreia do projeto SESI Lab Itinerante vem ao encontro da nossa proposta de disseminar a abordagem STEAM em nosso estado, seja por meio das nossas escolas ou por meio de iniciativas que fomentem o ensino da ciência, da tecnologia, da engenharia, das artes e da matemática. Este projeto proporciona uma oportunidade única para a comunidade interagir gratuitamente com aplicações que estimulam o raciocínio lógico, a cooperação e o trabalho em equipe, habilidades essenciais na nossa sociedade”, afirma Aguiar.

O formato itinerante prevê paradas de até sete dias em cada ponto, com capacidade de atendimento de até 2,5 mil pessoas na área de oficinas e uma previsão de receber até 5 mil pessoas na área expositiva.

“As ações itinerantes estão previstas no Plano Museológico, dentro do programa de exposições, como uma importante estratégia de ampliação de acesso, inclusão e divulgação do SESI Lab para além do edifício-sede”, explica a gerente-executiva de Cultura do Serviço Social da Indústria (SESI), Cláudia Ramalho.

Uma versão pocket, mas com inúmeras portas para o conhecimento

O SESI Lab Itinerante foi desenvolvido para levar a experiência do museu em formato pocket para o entorno do Distrito Federal e outros estados do país. A itinerância é composta por uma exposição autoportante e de fácil adaptação a diferentes espaços, com dez aparatos interativos da exposição de longa duração do SESI Lab e uma programação de oficinas maker criadas pelo Educativo do museu. 

Com o objetivo de oferecer uma experiência interativa e lúdica, nos moldes do que é feito no museu em Brasília, foram disponibilizados para público catarinense instalações interativas com mais sucesso de público.

“Entre eles, aparatos levados diretamente do SESI Lab, reproduções de aparatos, uma obra de arte interativa inédita e um espaço destinado à realização de oficinas. Aproveitando nossa ida à Santa Catarina, realizamos também uma ação de formação dos professores da Rede SESI, compartilhando nossa metodologia de realização de oficinas maker e mediação do público na área expositiva”, destaca a gerente de Programação Cultural do SESI, Agnes Mileris.

Interatividade com muito aprendizado

Em todos os dias do Torneio SESI de Robótica, a versão pocket do SESI Lab ofereceu cinco oficinas interativas, reconhecidas como as mais procuradas pelo público do museu. As escolhidas foram Treme-treme, Insetos elétricos, Broche de luz, Cartão luminoso e Autômatos viventes. Mais de 770 pessoas participaram das atividades divididas em setes sessões diárias, com capacidade para 40 pessoas, em cada sessão.

Entre elas, o professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Murilo Vinícius Gonçalves e a filha Yasmim Maia, de 9 anos. A dupla fez as oficinas Insetos Elétricos e Broche de luz e ficou impressionada com a autonomia dada aos participantes. “Para ela [filha] é ótimo, pois numa brincadeira ela consegue estimular criatividade, raciocínio lógico e trabalhar com os suprimentos disponíveis. Então isso é muito bom”, analisou Gonçalves. 

A oficina Autômatos viventes foi eleita a favorita de Cristiane Schulze Schubert, 36 anos, professora integradora de mídias e metodologias na Escola Municipal Emílio Paulo Roberto Hardt, da Secretaria Municipal da Educação, localizada na comunidade Canela, em Joinville. Ela e alunos do 6º ao 9º ano, participaram das oficinas e percorreram pela parte dos aparatos interativos.

“A oficina sobre autômatos foi ainda mais especial porque em muitos momentos achamos que é necessário muito dinheiro e objetos para fazer uma atividade que aborde tecnologia e automação. E vimos ali que com coisas tão simples conseguimos abordar tantos pontos, principalmente por conta do manual feito que dá autonomia aos alunos”, avalia a professora. 

“Eu vejo como é importante um evento assim na cidade e como é fundamental isso sair de Brasília e percorrer outras regiões do país. A minha escola está localizada numa comunidade carente e os meus alunos não teriam condições financeiras, hoje, de viajar para conhecer um museu dessa natureza”, pontua. 

Aluna de Cristiane, a jovem Amélia Aparecida Veiga, 16 anos, ficou impressionada com os aparatos Mesa instável e Banco musical. “Nunca tinha ido num lugar com tantas opções de aprendizado. Esse tipo de experiência pode agregar algo a mais para o futuro da gente. Eu quero ser médica ou agente de segurança, e sei que consigo entender teorias que podem me ajudar a realizar esse sonho, e tudo a partir do ensino da ciência”, conta.

Formação SESI Lab Itinerante

Antes do início do Torneio, foi realizado o curso “SESI Lab: estratégias e práticas de mediação em arte, ciência e tecnologia em espaços de educação não formal”, nos dias 7, 8 e 9/11, com carga horária total de 20 horas para oito professores que compõem a equipe técnica do Escola SESI de Referência de Joinville, e 10 estudantes de Ensino Médio do SENAI Sul. 

O curso teve como objetivo imergir os participantes no contexto da Educação em exposições e oficinas educativas, proporcionando um aprofundamento em estratégias de mediação em Arte, Ciência e Tecnologia.

“Esta etapa de formação foi fundamental para possibilitar o atendimento ao público no SESI Lab Itinerante que é formar equipes locais a fim de atender o público com qualidade e dentro da concepção do SESI Lab”, explica Carolina Villas Boas, coordenadora de Exposições e Ações Culturais da Gerência de Programação Cultural do SESI. 

O estudante universitário Nicolas Iaros, de 18 anos, foi um dos “anjos” participantes do curso. Mesmo sem, ainda, conhecer o museu instalada em Brasília, ele se tornou porta-voz do SESI Lab, e dos mais animados.

“Foi desafiador, em três dias, receber capacitação e nos preparar para sermos porta-voz de algo tão incrível. Nunca tinha tido ido a um museu interativo, e realmente não imaginei que poderia ser muito divertido estar num museu de ciência e tecnologia. É uma outra experiência, que traz a interação como ponto forte, a partir do que se pode ver, sentir e vivenciar”, avalia Iaros.

Para quem ainda não está familiarizado com a atividade, os anjos são aqueles que cuidam dos participantes do torneio, os orientando e dando todo o suporte que precisam. Em geral, esses voluntários têm a mesma idade que boa parte dos competidores.

O fator “Uau” ativado com muito sucesso

Sabe quando você vai a um lugar totalmente novo, que desperta sensações e emoções capazes de te roubar todos os tipos de interjeição? Nos quatro dias em contato com o público catarinense, o mais ouvido no estande do SESI Lab foi o “Uau!”. Exclamado por pessoas de todas as idades. 

A pedagoga Eni Trindade, de 36 anos, também foi escalada para ser “anjo” no espaço do museu e foi surpreendida com maneiras disruptivas de aprender. “Mesmo que por fotos e pelos relatos da equipe do museu, conseguimos emergir muito no que é o projeto e nas possibilidades da educação não formal pela interatividade. Não tem preço trabalhar num espaço onde tudo tira o fator “uau” das pessoas, e de todas as idades. Especialmente quando essas reações são vindas de adultos, que também não conseguem esconder o encantamento com as descobertas”, ressalta Eni. 

“Minha filha estuda no SESI e no próximo ano ela virá estudar aqui no Moinho, e ficamos curiosos para conhecer as instalações da escola. Foi uma surpresa muito boa ter a chance de também conhecer um museu e ver como dá para ensinar ciências de uma forma simples e fazer com que crianças e adolescentes se interessem por temas assim. De toda experiência a parte mais legal é saber que as crianças podem interagir com tudo”, afirma Polônio.

“Eu estou aprendendo a trabalhar em equipe com pessoas que eu não conhecia. E é difícil porque são mais duas pessoas segurando a cordinha, mas é divertido”, analisa Letícia, enquanto participa do Jogo da cooperação.

“Achei muito bacana a forma como se colocou na prática conhecimentos que a gente aprendeu na escola. É uma forma de estimular o pensamento e fazer a curiosidade ser atiçada, pois é assim que a gente aprende mais. A teoria é fundamental para gente entender os conceitos, mas a prática e a oportunidade de experimentação e da falha completam e fazem os estudantes pensarem além”, argumenta Nunes.

“Eu sempre gostei de interagir com pessoas diferentes, não importa se mais novas ou mais velhas. Então, ter um jogo em que a gente pode jogar com públicos diferentes é uma coisa incrível para mim. Consegui colocar na prática o que aprendi na escola, e de uma maneira bem mais legal”, comemora Alice.


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